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Possível associação entre a infecção pelo vírus zika e a microcefalia — Brasil, 2015
  • Published Date:
    January 29, 2016
  • Language:
    Portuguese
Filetype[PDF - 287.32 KB]


Details:
  • Corporate Authors:
    Centers for Disease Control and Prevention (U.S.)
  • Description:
    Portuguese version of: Schuler-Faccini L, Ribeiro EM, Feitosa IM, et al. Possible Association Between Zika Virus Infection and Microcephaly — Brazil, 2015. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 2016;65(3):59–62.

    No começo de 2015, um surto do vírus zika – um flavivírus transmitido pelo mosquito aedes – foi identificado no nordeste do Brasil, uma área onde o vírus da dengue também circulava. Em setembro, começou a ser detectado um aumento no número de recém-nascidos com microcefalia nas áreas afetadas pelo vírus zika. Além disso, o RNA do vírus zika foi identificado no líquido amniótico de duas mulheres cujos fetos foram detectados com microcefalia no ultrassom pré-natal. O Ministério da Saúde do Brasil estabeleceu uma força-tarefa para investigar a possível associação de microcefalia com a infecção pelo vírus zika durante a gestação e criou um registro de casos incidentes de microcefalia (perímetro cefálico igual ou maior que 2 desvios-padrão [SD] abaixo da média para sexo e idade gestacional no nascimento) e dos resultados da gravidez entre mulheres com suspeita de terem sido infectadas pelo vírus zika durante a gestação. Em um grupo de 35 crianças com microcefalia nascidas entre agosto e outubro de 2015, em oito dos 26 estados brasileiros, onde a doença foi relatada no registro, as mães de todas as 35 crianças viveram ou visitaram áreas afetadas pelo vírus zika durante a gestação; 25 crianças (71%) apresentaram microcefalia grave (perímetro cefálico menor que 3 SD abaixo da média para sexo e idade gestacional) e 17 (49%) tiveram pelo menos uma anormalidade neurológica; e dentre as 27 crianças submetidas a exames de neuroimagem, todas apresentaram anormalidades. Os testes para outras infecções congênitas foram negativos. Todas as crianças passaram por punção lombar, como parte da avaliação. Além disso, amostras de líquido cefalorraquidiano (LCR) foram enviadas para um laboratório de referência no Brasil para fazer o teste de vírus zika. Os resultados ainda não foram disponibilizados. Estudos adicionais são necessários para confirmar a associação da microcefalia com a infecção do vírus zika durante a gestação, e também para que se possa entender quaisquer outros resultados adversos da gravidez que estejam associados com a infecção pelo vírus zika. As gestantes nas áreas afetadas pelo vírus zika devem se proteger da picada dos mosquitos, usando ar-condicionado ou telas ou redes em ambientes fechados, camisas de manga comprida e calças compridas, roupas e acessórios tratados com permetrina e repelente de insetos, quando em ambientes abertos. Gestantes e lactantes podem utilizar todos os repelentes de insetos registrados na Agência de Proteção Ambiental dos EUA (U.S. Environmental Protection Agency, EPA) de acordo com as instruções no rótulo do produto.

    Um surto de infecção pelo vírus zika foi identificado no nordeste do Brasil no início de 2015 (1). Em setembro de 2015, as autoridades de saúde começaram a receber relatos de médicos daquela região sobre um aumento no número de recém-nascidos com microcefalia. Em outubro, o Ministério da Saúde confirmou um crescimento na prevalência de nascimentos com microcefalia no nordeste do país, comparado às estimativas registradas anteriormente (cerca de 0,5/10.000 nascidos vivos), que são baseadas na revisão das certidões de nascimento e incluem as descrições das maiores anomalias congênitas. O Ministério da Saúde estabeleceu rapidamente um registro de microcefalia no Brasil. Em 17 de novembro de 2015, o Ministério da Saúde divulgou em seu site o aumento no número de casos de microcefalia e uma possível associação da microcefalia com a infecção pelo vírus zika durante a gestação.* Além disso, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) publicou um alerta sobre o crescimento da ocorrência de microcefalia no Brasil (2). Em dezembro, a OPAS anunciou ter identificado o RNA do vírus zika por teste de reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT-PCR) em amostras de líquido amniótico de duas gestantes, cujos fetos foram diagnosticados com microcefalia no ultrassom pré-natal, e o RNA do vírus zika de diversos tecidos corporais, inclusive o cérebro, de uma criança com microcefalia que faleceu no período neonatal imediato (3). Esses eventos suscitaram novos alertas do Ministério da Saúde, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças Europeu (4) e do CDC (5) sobre a possível associação de microcefalia com o recente surto de infecção pelo vírus zika.

    mm6503e2_Portuguese.pdf

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